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Concentração difusa e ansiedade - como estão os estudantes em tempos de pandemia

Atualizado: 25 de Mai de 2020


Em um contexto de normalidade, todo estudante, especialmente os vestibulandos, sente ansiedade, sente-se inseguro e pressionado com a proximidade das provas. É comum os estudantes se questionarem se o conteúdo estudado foi o suficiente, temem “ter um branco” no momento da prova, sofrem por antecipação por um possível fracasso.

O cenário de pandemia que vivemos hoje é permeado de incertezas e ameaças. A sensação de insegurança e de ansiedade torna-se acentuada e surge, ainda, o sentimento de vulnerabilidade e medo frente ao desconhecido.


Com isso é natural que o nível de concentração diminua. A atenção está difusa com tantas novas informações e diretrizes dadas para enfrentar a pandemia. Então é importante que os jovens respeitem seus sentimentos e não se cobrem por padrões. Cada pessoa reage ao cenário atual de maneira diferente. É fundamental voltar o olhar para si e compreender o que o fará bem neste momento.



Recursos para mitigar a ansiedade


Assistir à video aulas ao vivo ou gravadas requer disciplina e, sem dúvida, estabelecer e seguir uma rotina de estudo ajudará bastante. Mas é importante de sempre lembrar de organizar uma agenda que esteja alinhada ao seu ritmo. Se for uma pessoa que gosta de acordar cedo, pode estruturar um cronograma de estudo que comece nas primeiras horas do dia e termine no final da tarde. Já se é uma pessoa que tem dificuldade para acordar, seu dia pode começar um pouco mais tarde e seguir até o início da noite, desde que não tenha aulas ao vivo.


O estudante precisa descobrir o que funciona bem para ele, e uma vez estabelecido deve seguir seu plano de estudo para que não haja acúmulo de tarefas – atividades em atraso tendem a gerar ansiedade. Lembrando sempre que este cronograma deve contemplar pausas, se possível atividade física e boas horas de sono.


Outra dica neste período é eleger da lista de livros que o estudante precisa ler, os que forem os mais envolventes para ele, isto evitará maior dispersão.


Ao seguir seu cronograma de estudo, o jovem conseguirá reduzir seu nível de ansiedade e

sentir que tem maior controle da situação.


Quando a interferência é significativa


Sabemos que estados ansiosos e depressivos acontecem e são até esperados para o momento vivido, porém, se houver uma interferência significativa em atividades do cotidiano, o jovem deve ficar atento. Quais são os sinais de alerta? Achar penoso realizar tarefas que antes realizava com tranquilidade, a falta de concentração exacerbada, se perceber profundamente irritado e intolerante, ou estar permanentemente triste.


No consultório, ao acompanhar vestibulandos, adolescentes ou mesmo universitários, procuro retomar com eles situações em que se sentiram inseguros, amedrontados e buscamos os mecanismos que utilizaram para dar conta das situações. Todos esses jovens têm dentro si estratégias e recursos eficientes de enfrentar e resolver situações novas e que por vezes suscitam medo. Precisam de espaço para dialogar, serem acolhidos, poderem expressar suas inseguranças e se fortalecerem.


*Gabriela Azevedo é psicóloga pela PUC-SP, mestre em Comportamento do Adolescente pela USP, especialista em adolescência e desenvolvimento socioemocional.

www.gabrielaazevedo.com.br

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